Concepção Estrutural e Bases Gerais de Dimensionamento
No sistema de construção pré-fabricada PRÉOESTE, as peças estruturais apoiam simplesmente com a ajuda de um ferrolho nas cabeças dos pilares ou em cachorros salientes destes, garantindo-se nas vigas de ponte-rolante e vigas de piso contínuas, um grau de continuidade entre elas com a aplicação de armaduras superiores, nos apoios, para resistência a momentos negativos ou, em caso de peças separadas, uma caixa deixada por betonar, na fase da pré-fabricação das vigas que em obra é armada e betonada, sendo, no caso de vigas de piso, betonadas junto com este.
Os pilares são encastrados nas fundações, entrando nos alvéolos (encaixes) próprios, preparados aquando da execução destas, tendo um comprimento de entrada igual pelo menos a 1,5 vezes a maior dimensão do pilar, sendo preenchido com betão o espaço sobrante entre o alvéolo e o pilar após alinhado e aprumado.
Cada elemento estrutural é dimensionado ao estado limite último de rotura sob o efeito de várias combinações fundamentais de acções, em que as variáveis base são a sobrecarga, o sismo e o vento (para pilares e elementos de fundação) ou a neve, se for caso disso. São tidas em conta as deformações, nomeadamente as flechas em lajes pré-esforçadas, sendo o seu dimensionamento condicionado não só ao estado limite último de rotura, mas também à deformação que nunca deve superar uma flecha de vão/200 por motivos estéticos e funcionais.As peças horizontais, em função das suas condições de apoio, são calculadas manualmente e/ou com recurso a folhas de cálculo, nomeadamente nas suas situações mais críticas.
As muralhas de suporte em painel muralha são calculadas manualmente, tendo em conta os apoios nos encaixes dos pilares e no painel ou lintel que se encontram abaixo destas. Para estas situações em particular, consideram-se como elementos planos apoiados em 3 bordos, descarregando para os apoios, originando acções horizontais nos pilares, as quais são consideradas no cálculo destes.
Os resultados do dimensionamento de pilares e sapatas são obtidos por recurso a cálculo automático, sendo a estrutura analisada tridimensionalmente, tomando-se para cada momento e em cada secção as combinações mais gravosas.
No caso da existência de pontes rolantes, os seus efeitos serão sempre considerados nas situações e posições mais desfavoráveis para cada elemento.São levadas em conta as excentricidades de actuação das cargas em relação aos eixos dos pilares, sempre que se verifique pertinente.
As sobrecargas introduzidas no cálculo são as indicadas no Regulamento de Segurança e Acções para Estruturas de Edifícios e Pontes. Os cálculos de betão armado e pré-esforçado são efectuados de acordo com o Regulamento de Estruturas de Betão Armado e Pré-Esforçado e/ou com o Eurocódigo 2.
Materiais
Nos elementos pré-fabricados é utilizado betão da classe C30/37 e aço da classe A 500NR SD
(ductilidade especial), sendo nas peças pré-esforçadas utilizados fios de aço especial de alta resistência
(y1770 C 5.0 / y1670 C 7.0).
Em pavimentos aligeirados de pranchas pré-fabricadas de betão pré-esforçado, é utilizado betão da classe C 35/45 e fios e/ou cordões de aço especial de alta resistência.
Em fundações, enchimento de lajes e afins, é utilizado, no mínimo, betão de classe C 20/25 e aço da classe A 500NR SD (ductilidade especial).Em armaduras de espera para situações de pós-moldagem é utilizado aço macio da classe A 235NL.

